Sérgio Castro | 7 de Junho

Na próxima quinta o convidado será Sérgio Castro. Vocalista, letrista e compositor dos lendários Trabalhadores do Comércio, Sérgio Castro conseguiu entalhar o seu lugar na história da música portuguesa, sempre numa perspectiva tripeira. Falaremos de música, mas também de regionalização, da perda de identidade, de um governo distante.

Sérgio Castro nasceu em 1955 no Porto. Fez parte de grupos importantes do panorama musical português como Rocka, Psico e Arte & Ofício e, juntamente com Álvaro Azevedo, criou em 1979 a ideia dos Trabalhadores do Comércio. Em 1983 funda o primeiro estúdio de multipista da cidade do Porto e do seu re-encontro com António Garcez, nascem os Stick. A partir de 1984 começou a trabalhar em Espanha, produzindo vários grupos como Semen Up, Desertores, Aerolineas Federales, Fuera de Serie, Vida Bebida, Dr. Hello, Tres o Bromea o Que. Foi membro da formação mais emblemática de Semen Up nos anos de 1984 e 1986 e dos Bombeiros Voluntários de 1989 até 1992 (ex-banda de apoio de “Os Resentidos”). Em 1987 abriu em Vigo um dos mais importantes estúdios de gravação da Espanha, desenhado e construído pela equipa do famoso engenheiro acústico britânico Philip Newell. O estúdio sofreu uma inundação no final de 1990 e desde então, juntamente com Newell, Sérgio Castro dedica-se à acústica de salas fundando a companhia Reflexion Arts. Actualmente, para além de manter vivo o projecto Trabalhadores do Comércio, dirige os Estudios Planta Sonica 2, de Vigo, um dos melhores estúdios da Península.

Os Trabalhadores do Comércio são uma banda de música portuguesa formada na década de 80 por Sérgio Castro e Álvaro Azevedo, músicos dos Arte & Ofício, juntamente com João Luís Médicis. Alcançaram grande sucesso com temas como Chamem a Polícia, A Cançom Que o Abô Minsinou, A Chabala do Meu Curaçom, Apunhalaste a Minha Mãe, Molhareita Fartura na Tua Tassa Quente ou Taquetinho Ou Lebas Nu Fucinhu. Em 1986 participaram no Festival RTP da Canção com o tema Tigres de Bengala, que se classificou em primeiro lugar exequo. Voltaram aos espectáculos nos primeiros anos do século XXI, e lançaram recentemente um disco para assinalar os 30 anos da fundação da banda.

Conversa moderada por Nuno Gomes Lopes.

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