Pedro Bingre do Amaral | Conversa Fora do Tanque

Foto de José Carlos Mota

No dia 19 de Abril Pedro Bingre do Amaral encerrou no Museu dos Biscaínhos o ciclo sobre Território com uma conversa sobre como a bolha imobiliária portuguesa é indissociável da crise económica que atravessamos, apesar de um tema marginal ao debate político e à opinião pública.

O debate arrancou com uma breve exposição em que o convidado procurou demonstrar como o uso do solo em Portugal partiu de princípios que não servem a economia ou a paisagem de forma sustentável, redundando mesmo no paradoxo em que o excesso de oferta de habitação, por exemplo, não se traduz hoje numa maior acessibilidade desse bem essencial para os cidadãos.

Com as questões e intervenções da assistência a conversa levou inevitavelmente às questões recorrentes com os restantes convidados deste ciclo: corrupção; ausência de planeamento ou vontade de o tornar relevante e eficaz; e, por fim, arriscando desfechos e evoluções para a situação em que nos encontramos.

Torna-se claro que não é possível falar de crise económica em Portugal sem falar de uma bolha imobiliária financiada por empréstimos externos para fundamentalmente adquirir e transformar solo português de forma especulativa e desligada da produtividade e mesmo necessidade real do país.

Aos objectivos manifestados por esta Reforma o convidado respondeu com várias questões que deveriam estar na origem de uma intenção de alteração: Como podemos melhorar o desempenho das freguesias? Quais os problemas específicos de um universo tão heterogéneo como é o das freguesias? Não farão parte do desempenho das freguesias que se pretende melhorar uma crise de representatividade, participação e qualidade da organização interna destes orgãos autárquicos?

O debate sobre estas questões levou ao apelo à participação cívica e política de forma directa por parte dos cidadãos, ao sentido de dever dever de serviço público por parte dos cidadãos que se tornam representantes políticos e, finalmente, a uma maior noção de que uma resposta construtiva para a crise económica (e não só) passa necessariamente pelas comunidades locais, que devem incluir inevitavelmente o poder político de proximidade.

Álbum desta Conversa no Flickr.

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